Avalia

Avaliação

Avaliação escolar

No ambiente escolar, as avaliações são contínuas e indispensáveis para o desenvolvimento do trabalho pedagógico, por se tratarem de uma verificação dos resultados de ações direcionadas ao cumprimento de objetivos previamente planejados. A diversidade de metodologias e análises utilizadas, no entanto, proporcionam processos avaliativos distintos, embora não excludentes.

As avaliações internas e próprias do cotidiano das salas de aula (geralmente provas elaboradas por professores de cada turma/área, aplicadas em diversos períodos ao longo do ano) são diagnósticos destinados a auxiliar os professores na readaptação do ensino de acordo com o acompanhamento dos alunos; estas, e outras modalidades de avaliação interna são essenciais para o desenvolvimento contínuo do trabalho pedagógico, por avaliarem especificamente domínio de conteúdos curriculares e progresso da aprendizagem no âmbito da sala de aula.

Já as avaliações externas em larga escala são desenvolvidas fora do ambiente escolar para serem aplicadas a um grande número de participantes. Com elas, é possível obter duas análises distintas sobre o desempenho dos alunos: a análise normativa (ou avaliação normativa), de natureza seletiva, que compara realizações de alunos inseridos em um mesmo grupo (como vestibulares ou exames de qualificação); e a análise criterial (ou avaliação criterial), que verifica o aprendizado de cada aluno em relação a objetivos previamente definidos em função de suas realizações pessoais.

Conhecida como Avaliação Educacional externa em larga escala, Avaliação de competências ou ainda Avaliação Diagnóstica, esse último tipo de análise representa um olhar diferenciado sobre os dados coletados, ao verificar prioritariamente se as metas planejadas pela gestão escolar para o aprendizado dos alunos (em uma determinada série e área do conhecimento) foram alcançadas, permitindo, a partir de seus resultados, oportunidades de reflexão sobre o trabalho desenvolvido pela escola e gerando informações capazes de influenciar decisões políticas e pedagógicas que beneficiem os sistemas educacionais.

O trabalho realizado pela AVALIA é classificado como uma Avaliação Educacional externa em larga escala, aferida a critério, cujo objetivo é diagnosticar nos alunos o nível de domínio de competências essenciais para a plena formação de indivíduos capazes de participar ativamente da sociedade. Quando agregado ao trabalho dos professores que estão diariamente em sala de aula, torna-se um instrumento útil para o desenvolvimento de uma educação mais eficiente e que leva em consideração a heterogeneidade intrínseca aos grupos de alunos.

Avaliação Educacional no Brasil

A avaliação educacional em larga escala nos sistemas públicos de ensino no Brasil é um fenômeno recente, iniciado nos anos 90, com a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A princípio, foram avaliados, em uma amostra de escolas da rede pública, os 1ª, 3ª, 5ª e 7ª anos do Ensino Fundamental, em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências. As 5ª e 7ª séries também foram avaliadas em Produção Textual.

A Teoria de Resposta ao Item começou a ser aplicada a partir de 1995, quando optou-se por avaliar as etapas finais dos ciclos de escolarização: 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental (que correspondem ao 5º e 9º ano atualmente) e 3º ano do Ensino Médio.

Em 2001, o Saeb passou a avaliar apenas as áreas de Língua Portuguesa e Matemática, o que perdurou até 2013, quando foi feita a inclusão experimental da avaliação de Ciências para estudantes da 8ª série/9º ano do Ensino Fundamental e da 3º série do Ensino Médio.

Em 2005, o Saeb foi reestruturado com duas avaliações: a Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), diagnosticando ainda uma amostra de escolas das redes públicas e privadas, e a Prova Brasil, realizada a cada dois anos, que contempla escolas públicas com no mínimo 30 estudantes matriculados na última etapa dos anos iniciais (4ªsérie/5º ano) ou dos anos finais (8ªsérie/9º ano) do Ensino Fundamental.

Em um movimento subsequente, os sistemas públicos estaduais foram estimulados a constituir propostas de avaliação, tais como o Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará – Spaece e o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, entre outros sistemas de avaliação já bem consolidados no país.

Em 2007, o Relatório nacional de acompanhamento dos objetivos de desenvolvimento do milênio, publicado pelo Ministério da Educação, relatou a evolução dos indicadores educacionais no que se refere à universalização do Ensino Fundamental, ressaltando ainda a necessidade de metas para a melhoria da qualidade da educação básica.

Nesta mesma direção, o governo brasileiro lançou o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que tem como objetivo a elevação do nível de desempenho médio dos brasileiros. O indicador de monitoramento do PDE é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), combinando informações de fluxo, a partir dos dados do Censo Escolar, com informações de desempenho na Prova Brasil.

Em 2009, o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM passou adotar a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que permitiu a comparabilidade dos resultados entre os anos e a aplicação da prova duas vezes por ano, abrangendo as áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (com Produção de Texto), Matemáticas e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias.

No cenário internacional, tem destaque o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que examina a efetividade dos sistemas educacionais desenvolvidos por um conjunto de países-membros e convidados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Saiba como é desenvolvida uma avaliação educacional